Situação dos bombeiros civis é debatida em audiência pública.

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Situação dos bombeiros civis é debatida em audiência pública

Filippelli: soluções passam pelo entendimento (Foto: Silvio Abdon/CLDF)
Afirmando ser necessária a criação de um novo modelo para a segurança pública, o deputado Wellington Luiz (PSC) abriu hoje (5), no plenário da Câmara Legislativa, a audiência pública promovida por seu gabinete para debater assuntos de interesse dos bombeiros civis, incluindo temas como atribuições, quantitativos, formação e uniforme.
Wellington disse que são naturais as preocupações de ambas as partes – bombeiros militares e bombeiros civis – no tocante às atribuições que cabem a cada uma das categorias. Mas adiantou que nada melhor do que o debate entre os representantes de cada um dos lados para chegar a uma solução que beneficie a principal interessada, que é a sociedade.
O vice-governador Tadeu Filippelli lembrou a demora na aprovação da lei pelo Congresso Nacional, passo importante para o reconhecimento dos direitos dos brigadistas. Filippelli enfatizou a necessidade de construir entendimentos que viabilizem a divisão de atribuições entre brigadistas e membros do Corpo de Bombeiros Militar e que, para isso acontecer, é preciso ouvir os representantes de ambos os setores.
Para o coronel Edson de Oliveira Barroso, chefe do Departamento de Segurança contra Incêndios do Corpo de Bombeiros do DF, a corporação tem ciência do papel que lhe cabe e do espaço dos bombeiros civis. Adiantou que a atribuição de fiscalizar compete ao CBMDF, visto estar na lei, mas revelou-se a favor da padronização da formação dos bombeiros civis. 
O diretor executivo da Defesa Civil do DF, Sérgio José Bezerra, reforçou a necessidade da presença dos bombeiros civis ao apontar a falta de percepção dos riscos nas grandes cidades, fato esse que, em sua opinião, coloca o país, em matéria de prevenção, atrás de nações de grande densidade populacional como a Índia e a China.   
Já o o secretário-adjunto do Sistema de Defesa Civil do Distrito Federal, coronel Luiz Carlos Ribeiro da Silva, disse que sua mensagem era outra, pois entende que bombeiros civis e bombeiros militares são faces de uma mesma moeda e é preciso se verem como iguais, voltados para a mesma bandeira, qual seja, a solidariedade. 
Muitas diferenças – A polêmica em torno da questão é grande e envolve não apenas a nomenclatura – bombeiros particulares, brigadistas e bombeiros civis – como também os quantitativos necessários e o papel que lhes cabe na prevenção e combate aos incêndios. Tradicionalmente, essa missão era desempenhada de forma integral pelos Corpos de Bombeiros Militares, mas com o crescimento dos centros urbanos e o aumento dos riscos, abriu-se espaço para a criação da categoria de bombeiros civis, criada pela lei federal nº 11.901/09 – ainda sem regulamentação.
CLDF.

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