Terminada a greve, movimento no hospital de Ceilândia está menor que o normal

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Em
greve desde a última sexta-feira
 (16), 
os médicos do Distrito Federal estão voltando ao trabalho, mas o
movimento nos hospitais ainda está abaixo do normal. Os pacientes
que estavam nos hospitais disseram ter receio de não ser atendidos.
Depois que a 
Justiça
determinou o fim da greve
,
sob pena de multa de R$ 80 mil, o Sindicato dos Médicos do Distrito
Federal (SindMédico) convocou os profissionais a voltarem às
atividades e adiantou a assembleia de amanhã (21) à noite para esta
noite. Segundo nota do sindicato, a categoria está estudando as
medidas legais cabíveis contra a decisão judicial.

O
SindMédico havia dito que o atendimento de urgência e emergência
não seria afetado. Mesmo assim, pacientes reclamaram que a demora
hoje (20) estava maior na emergência. Na emergência do Hospital
Regional do Guará, segundo a técnica administrativa Ana Matias, que
recebe os pacientes, não houve atendimento na manhã de hoje (20),
mas, à tarde, uma ginecologista estava trabalhando.

Segundo
a funcionária, a dificuldade vai além do período de greve. “O
hospital está sem remédio”, disse Ana, acrescentando que a
instituição sempre sofre com a falta de clínicos gerais. Ela disse
que hoje a demanda foi menor, deduzindo que os pacientes, sabendo da
greve, não procuraram o hospital.

Enquanto
isso, a brigadista Eliene Vieira estava há três horas na fila de
agendamento para marcar uma consulta com um cardiologista no Hospital
Regional de Ceilândia (HRC). “Cheguei às 13h e até agora [16h] a
fila não andou, ninguém diz se a gente vai conseguir marcar ou
não”. Logo depois, uma funcionária informou que os pacientes
deixariam os dados, mas não havia vagas para agendamento.

Na
ala da emergência do Hospital de Ceilândia, um dos maiores do
Distrito Federal, os pacientes foram informados de que apenas um
médico estava atendendo, mas a administração da casa de saúde não
falou com a reportagem para confirmar o número.

Na
fila, estava Maria Aparecida Alves, esperando atendimento para a
neta, Maria Vitória, de 5 anos, que estava com o braço quebrado e
precisava trocar o gesso. “Disseram que estão atendendo, mas já
estou aqui faz mais de uma hora e não me deram certeza de que ela
vai ser atendida”, disse.

Na
emergência infantil, Paulo César Batista, que mora em Águas
Lindas, Goiás e estava com o filho Levi, com febre desde a
madrugada, esperava ser atendido por um pediatra havia mais de duas
horas. “Primeiro eu fui para Brazlândia, ainda dea manhã, mas lá
me disseram para vir aqui ao HRC. Cheguei umas 14h e disseram que tem
uma médica atendendo, mas não tem nem triagem para dizer o que é
grave e o que não é. Ainda não sei se meu filho vai ser atendido.”

Por EBC Noticias

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