Time religioso de futebol americano prega respeito na bruta modalidade, com treinos em Ceilândia.

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Considerados hábitos comuns — e até artifícios de jogo — entre muitos apaixonados por futebol americano, os palavrões, as provocações e os insultos são estritamente proibidos no mais novo time de Brasília. Quem desrespeitar a regra, paga flexões. Se as punições não enquadrarem o infrator, medidas mais drásticas podem ser tomadas, incluindo o famoso convite para se retirar. “A ideia aqui é tratar todo mundo com respeito e formar uma espécie de família mesmo”, explica Diego Marcos, vice-presidente e linebacker do Leões de Judá.



Idealizado durante um acampamento de igreja no carnaval de 2013, o primeiro time de cunho religioso do país tomou forma nos últimos meses e está em fase final de preparação para a estreia oficial, no sábado. Com orações no lugar de gritos de guerra, a nova equipe da capital quer fazer frente aos já conhecidos Alligators e V8 no Campeonato Brasiliense e entrar para o grupo dos grandes do futebol americano da cidade.

“Sabemos que somos novos, mas queremos mostrar nossa força. Apesar de não termos jogado ainda, treinamos muito”, diz Samuel Falcão, defensive end que acumula a função de diretor de Comunicação do time. De acordo com ele, a intenção da equipe é disputar o Brasileiro da modalidade já no segundo semestre deste ano. “São mais de 60 jogadores no time. Vamos reavaliar os objetivos depois do campeonato, mas estamos trabalhando para atuar no Nacional”, ressalta.

Para todos

Apesar da inspiração religiosa, o Leões de Judá não restringe seus atletas apenas a membros de alguma igreja. Os não cristãos também têm espaço e são bem recebidos sempre. “É um espaço para evangelização sim, claro, mas esse não é o principal. O mais importante é que todos se tratem com respeito e construam uma amizade legal”, afirma Diego Marcos.

Ele diz ser o único remanescente dos criadores — aqueles, sim, eram todos da igreja —, mas que a rotatividade tem sido grande. Assim, mais de 150 pessoas, com ou sem religião, passaram pelo time. “O que atrai é o ambiente familiar que nós criamos. Todo mundo passa a conhecer bastante o colega, e fica um preocupado com o outro sempre. Se não aparece no treino, liga para saber se está tudo bem, essas coisas”, se orgulha.



Treinos:

Quem estiver interessado em acompanhar os treinos:
Todos os sábados à partir das 13:30 no campo sintético da Praça dos Eucaliptos. 

Com informações do Superesportes DF. 

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