Tolerância zero para o tráfico .

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Tolerância zero para o tráfico Foto: Valter Campanato / ABr

Governador lança Plano de Enfrentamento às Drogas no DF com 43 medidas de prevenção, recuperação e repressão. Serão construídos seis centros de atendimento aos viciados

 
Naira Trindade_ Brasília247 – Brasília trava uma batalha contra as drogas. O governador Agnelo Queiroz prometeu nesta quarta-feira investir R$ 65 milhões no Plano de Enfrentamento às Drogas e disse que “será tolerância zero ao tráfico em Brasília”. Uma das ações é construir mais seis centros de atendimentos psicossociais (CAPs). Mas o governo ainda não tem previsão de quando vai conseguir entregar os novos postos de atendimento. “Quando acabarmos um, construiremos o outro”, disse o governador.
O Plano Piloto foi o primeiro a receber uma unidade de tratamento, inaugurada na quarta-feira, no prédio do Touring,a na Rodoviária. Taguatinga e Ceilândia serão as próximas por serem mapeadas como as áreas de maior gravidade no tráfico de entorpecentes. Mas não há prazo para que isso saia do papel. O governo ainda precisa identificar as outras regiões onde serão instaladas mais unidades. Serão 11 centros de tratamento. “O DF não investiu em CAPs ao longo do tempo, o que nos deixou aquém de outros estados com menos capacidade financeira”, disse o governador. “A população precisa ter esse acesso e mais perto de casa.”
O pacote de ações promete enfrentar o crack e outras drogas de forma descentralizada e integrada. Quinze secretarias de Estado uniram forças no combate e repressão às drogas. O plano traça 43 medidas de enfrentamento, baseado num tripé de prevenção, recuperação e repressão ao tráfico. As ações são do governo local com contrapartida do governo federal, a exemplo da Política Nacional Antidrogas.
Para a recuperação de dependentes químicos, a previsão é implantar quatro Casas de Acolhimento Transitório; credenciar 250 leitos em comunidades terapêuticas; implantar de imediato 11 consultórios de rua, ou seja, kombis móveis com equipes de redutores de danos (ex-usuários) e psicólogos que terão papel fundamental no convencimento de moradores de rua a abandonar o vício. O plano prevê ainda a construção de dois Centros de Referência Especializada em População de Rua e quatro Centros de Referência em Assistência Social. O GDF também nomeou 10 médicos psicólogos para trabalhar nas ações. 
O governo pretende fechar o cerco ao tráfico. A ordem é intensificar os mandatos de prisão relacionados ao crime e à associação ao crime, além de criar seções de repressão às drogas nas delegacias da Polícia Civil. Uma das medidas simples que o governo pretende implantar de imediato é iluminar a área central de Brasília na intenção de dificultar o uso de drogas. O GDF autorizou também a liberação de R$ 700 mil do orçamento da Secretaria de Segurança Pública para um programa já implantado no passado, mas que não avançou: o monitoramento eletrônico, por câmeras, da área central de Brasília.

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