Tortura no CPP de Formosa – GO

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Ontem por volta das 14h, houve uma operação do GOPE no CPP de Formosa, onde o Juiz acompanhou as revistas, porém após a saída do Magistrado do local, começou a barbárie.

O fato foi registrado na Central de Flagrantes conforme histórico seguinte: Comunicante informou que é detento na CPP de Formosa – GO, onde cumpre pena por crime de tráfico de drogas; QUE fica na cela de número dois.

Houve uma operação de um grupo de agentes do GOPE em que todos os detentos da ala A foram retirados das celas. Que alguém xingou uma pessoa, não sabendo informar qual foi o xingamento e nem quem foi xingado; QUE o declarante e os outros ocupantes da sua cela foram retirados da cela novamente; QUE no pátio os agentes do GOPE ficaram perguntando quem tinha xingado; QUE um dos agentes, o qual o declarante não sabe dizer o nome, ficou olhando para ele.

O agente passou uma faca que portava no braço do declarante em cima de uma tatuagem, mas não o cortou; QUE depois o mesmo agente bateu com a faca em sua mão lesionando-o; QUE depois jogaram gás de pimenta em todos os detentos e os agentes falaram que se olhassem quem estava usando o gás, tomavam tapa no rosto; QUE o declarante olhou e foi agredido com um tapa no rosto.

Após jogarem o gás de pimenta, todos foram levados para as celas, na cela o declarante pediu para falar com o diretor do GOPE, na conversa disse que eles não podiam usar de ignorância, houve uma discussão entre o declarante e o diretor; QUE o declarante mostrou o dedo machucado para o diretor então ele retirou todos da cela; QUE o declarante ao passar pelo diretor foi agredido com um tapa, depois com um soco por outro agente; QUE colocaram todos agachados usando somente cuecas.

O diretor desferiu-lhe um soco no peito e efetuou um disparo com a arma Taser no declarante que caiu de imediato; QUE depois perguntou “quem está com ele?”, em seguida efetuou mais um choque no declarante; QUE um outro agente efetuou um choque com outra máquina no braço do declarante; QUE com o declarante ainda no chão foi atingido por mais dois choques, o diretor pisou-lhe a cabeça, retirou o dardo da arma e o algemou; QUE depois insistiu para que o declarante falasse quem tinha xingado o diretor, este disse que não sabia então foi agredido com tapas no rosto e vários chutes.

O diretor disse ”você não queria ir na Delegacia?, pois agora você vai”; QUE em seguida o diretor do GOPE falou para os agentes trazer o declarante para a Delegacia; QUE ainda o ameaçou dizendo que ”você deu foi sorte de ir para a Delegacia tinha que ir era para o cemitério”; QUE o declarante se sentiu ameaçado quando o diretor lhe disse ”se eu quiser fazer alguma coisa com você eu vou fazer é na rua”.

JOÃO CLÁUDIO VIEIRA NUNES, Agente de Segurança Prisional, diretor do GOPE, responsável pelas agressões ao chegarem na delegacia, exigiram fazer procedimento de resistência, desobediência e desacato.

Porém ao ser solicitado ao agente prisional o relatório médico do preso, ele se recusou a fazer, pois o conduzido estava muito machucado. Dessa forma, sem relatório, colocariam o preso novamente no CPP e não daria nada para os agentes do GOPE. Após vários minutos de discussão entre os agentes do GOPE e a Delegada plantonista, os policiais civis retiraram o preso a força da posse dos agentes prisionais, chamaram o médico legista na delegacia para proceder a exame de corpo de delito.

Pouco tempo depois da confusão o ex-Delegado Geral Edemundo Dias ligou para o Delegado Regional Joaquim Adorno dizendo para não fazer nenhum procedimento contra os agentes do GOPE, ordem que não foi obedecida.

Diante dos fatos foi registrada ocorrência de tortura contra os agentes do GOPE.
Fonte: SINPOL-GO / Central de Flagrantes de Formosa – GO

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