#Tragédia: Amigos fazem homenagem às crianças mortas em Ceilândia

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Na manhã desta terça-feira (13), cerca de 40 amigos prestaram homenagem às duas crianças, uma de nove anos e outra de 13 anos, que morreram asfixiadas após um incêndio criminoso ocorrido em uma casa na QNM 7, em Ceilândia Sul, na segunda-feira (12). Vários cartazes foram colados em frente à casa das vítimas. 


M.P.S.S., irmão mais velho das vítimas, afimou que devia cerca de R$140 para Rômulo Nascimento, de 21 anos, que confessou o crime. Ainda segundo o rapaz, os dois eram amigos desde novembro do ano passado. O acusado chegou a dormir na casa das crianças, por isso, conhecia a rotina da família, o que facilitou o acesso à residência. 
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Johnson Kenedy Monteiro, da 15ª Delegacia de Polícia, “Rômulo é réu primário e, por isso, não deve ter agravante em sua pena”. 

Conhecido da família

Como as crianças estavam sozinhas, Rômulo, justificou sua visita afirmando que tinha esquecido objetos na residência. Um vez dentro, o homem teria pego um notebook, um tablet,  celulares e uma câmera fotográfica. As crianças desconfiaram da atitude e reagiram. Foi quando o rapaz decidiu cometer o crime. Ele teria levado cada um para um quarto e ateado fogo nos colchões. O suspeito ainda teria bloqueado as portas com o sofá e uma cadeira. 
No momento da fuga, já na rua, Rômulo encontrou com a mãe das crianças. Ela o cumprimentou, mas ele abaixou a cabeça. “Nunca vi ninguém tão frio, calculista”, afirma o delegado Johnson Kenedy Monteiro.

Mãe pediu ajuda

Os vizinhos da família  só teriam percebido o incêndio depois que a mãe retornou à residência e saiu até a rua desesperada, pedindo por ajuda.  “Só ouvimos quando ela saiu da casa gritando e dizendo que os filhos estavam presos em um quarto pegando fogo. Uma das janelas do cômodo deles faz divisa com a nossa casa, tentamos jogar água pelo muro para ajudar”, relatou o bombeiro  militar e vizinho da família, Luis Carlos Paz da Costa.
Natã Kesller também é mora na vizinhança e contou à reportagem do Jornal de Brasília que nunca tinha visto o rapaz na casa. Ontem, por volta das 14h, quando saiu para trabalhar, o avistou entrando na residência. “Só sabia que o irmão mais velho e esse rapaz tinham se conhecido no shopping. Não parecia ser boa gente e ainda existe essa suspeita de ser usuário de drogas”, disse.

Jornal de Brasília

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