Transportes: Enquanto isso, nas ruas…

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Enquanto o governador Agnelo e sua comitiva faziam uma viagem experimental em um dos novos ônibus da empresa Pioneira, que passa a operar hoje em São Sebastião, os passageiros sofreram com a falta dos coletivos do Grupo Amaral, que não circularam regularmente pela cidade. Dos 96 veículos que compõem a frota da região, apenas 30 circularam. Muitas pessoas procuraram a reportagem do Jornal de Brasília para relatar as dificuldades, como linhas canceladas sem qualquer explicação.

Apesar da informação de que 30 veículos estariam rodando ontem na área,   moradores da cidade garantiram que este número foi menor. Há quem diga que não viu nenhum veículo rodando. Enquanto isso, o  transporte pirata lucrava.
Na Rodoviária do Plano Piloto,  a situação virou um caos, com muita gente esperando em imensas filas. Quando os ônibus da Expresso São José – que ainda tem algumas linhas na cidade – e da cooperativa Grande Brasília chegavam, as filas se desfaziam e todos se aglomeravam na porta.
A reportagem ficou durante uma hora na rodoviária e nenhum ônibus do Grupo Amaral passou por lá. “Voltar para casa hoje se tornou uma verdadeira batalha”, desabafa a servidora pública Ana Maria Moura, 53 anos.  
Durante a manhã
Os novos ônibus foram expostos em São Sebastião para quem quisesse ver. Os moradores ficaram indignados. “De quê adianta fazer campanha, mostrar na televisão que fez uma licitação, se nas ruas não vemos ônibus?”, reclamou a diarista Maureni Ferreira, que diz ter pegado uma lotação clandestina para ir à Rodoviária do Plano Piloto e de lá seguir para o Guará. “Aí depois somos obrigados a ver o governo dizer que está mudando o transporte. Está mesmo, para pior”, protesta Maureni.
Ainda pela manhã, passageiros flagraram um ônibus novo da Viação Pioneira quebrado na altura da QI 23 do Lago Sul. Passageiros acreditam que o veículo faz parte da nova frota que irá operar em São Sebastião e estava em testes – o que  não foi confirmado pelo DFTrans.
Problemas na Estrutural
Há dois meses, novos ônibus da Expresso São José começaram a circular na Cidade Estrutural. Mas já no primeiro dia um deles quebrou na W3 Sul. Os problemas não se restringiram a isso. O governo prometeu que, com a entrada da empresa na cidade – que antes era atendida pela Viplan –, os horários seriam respeitados e os moradores não sofreriam mais com os atrasos.
Mas a realidade é outra. “Esperamos tanto que, quando os veículos passam, vemos dois ônibus da mesma linha. A gente vai reclamar para os fiscais que ficam no terminal e eles dão má resposta ou nem respondem”, reclama.
Os fiscais disseram à reportagem que os ônibus respeitam os horários, mas os engarrafamentos atrapalham a volta ao terminal. 
Trajeto

Outro ponto citado pelos passageiros diz respeito ao trajeto dos ônibus que, segundo eles, não são respeitados. A coordenadora de projetos sociais de uma creche da Estrutural contou que os ônibus não param em todos os pontos da W3 Sul. Ela diz pegar o ônibus da linha 158 diariamente na via, mas que precisa andar até outra parada, porque ele não passa onde ela pegava antes. O JBr procurou o DFTrans para falar sobre o assunto, mas o órgão repassou a demanda à Secom (leia a Versão Oficial).
Versão oficial

O governo Agnelo foi procurado pelo JBr, mas as informações não esclareceram as dúvidas. O GDF diz que ao assumir o controle do sistema, “conseguiu elaborar estudos para a melhoria do transporte como também passou a planejar sua modernização”. Disse, ainda, que 236 ônibus já foram entregues em São Sebastião, Estrutural, Recanto das Emas e Paranoá. Sobre a  Viação São José, que opera na cidade Estrutural há dois meses, o GDF diz que a empresa está cumprindo “a tabela horária e o itinerário estabelecidos pelo DFTrans”.




Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br

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