Tratamento humanizado tranquiliza mães e filhos no Hospital Regional de Ceilândia

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Segurar as duas filhas gêmeas ao mesmo tempo no colo, com contato pele a pele, fez o coração de Josicléia Ferraz, 39 anos, bater mais forte.
As meninas Thamires e Thainá nasceram prematuras e, por isso, estão internadas na Unidade de Cuidados Intermediários do Hospital Regional de Ceilândia para ganhar peso e receber outros cuidados antes de irem para casa pela primeira vez.
“Estou muito emocionada por segurar minhas duas filhas ao mesmo tempo. Essa gravidez foi muito esperada. Só assim para diminuir a ansiedade”, relatou a mãe, Josicléia, enquanto a terapeuta ocupacional e uma das tutoras do método Canguru, Hellen Delchova, colocava os bebês em seus braços.
O contato físico entre mãe e bebês prematuros é uma das ações previstas pela política de humanização do Ministério da Saúde, denominada Método Canguru.
“Entre os benefícios está principalmente favorecer o desenvolvimento saudável desse bebê que nasceu antes do previsto, com o ganho de peso e sono confortável. Além disso, proporcionamos contato mãe e bebê, que permite a transferência dos anticorpos do neném”, explicou Hellen Delchova.

O método Canguru envolve outros fatores como proporcionar um ambiente aconchegante, com iluminação adequada, redução de ruídos para melhorar o sono do bebê, posicionamento adequado dentro da incubadora, e orientação humanizada da mãe, bem como cuidar do profissional para que ele consiga exercer bem as suas atividades.
“Temos casos de bebês que ficam apenas por alguns dias, mas outros precisam ficar meses internados. Isso porque nascem com prematuridade extrema, pesando em torno de 500 gramas, e precisam chegar aos 2 quilos para ter alta”, relatou Delchova.
PARTICIPAÇÃO – Lotados no banco de leite, na UTI neonatal e na maternidade do HRC,  38 profissionais de saúde, entre pediatras, fonotaudiólogos,  psicólogos, terapeutas ocupacionais e enfermeiros, participam do treinamento sobre o Método Canguru, iniciado nesta quarta (25). São 30 horas de aulas práticas e teóricas.
O conteúdo da capacitação, que termina nesta quinta (26), inclui as intervenções previstas pela Portaria 930 do Ministério da Saúde.
O documento define as diretrizes e objetivos para a organização da atenção integral e humanizada ao recém-nascido grave ou potencialmente grave e os critérios de classificação e habilitação de leitos de Unidade Neonatal no âmbito do Sistema Único de Saúde.
Ailane Silva, da Agência Saúde

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