Tribunal de Contas do DF suspende licitação da UnB Ceilândia.

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O Tribunal de Contas do Distrito Federal suspendeu o edital de licitação para a escolha da empresa que fará a obra da Unidade Acadêmica da UnB em Ceilândia (UAC).

O órgão questionou a falta do projeto de fundação do auditório, a adequação dos acessos às pessoas com deficiência e questões como uso incorreto de termos técnicos no documento.

As propostas deveriam ter sido abertas nesta terça-feira (7). Segundo a UnB, a construção do prédio é de responsabilidade do GDF. A instituição disse que a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) enviará até o final da semana os documentos e ajustes solicitados pelo tribunal.
Na segunda-feira, o secretário de Obras, Oto Silvério Júnior, deve se reunir com o relator da decisão do tribunal para explicar a situação, segundo a UnB. O vice-reitor, João Batista de Sousa, também deve estar presente.
A Novacap publicou o aviso de licitação para conclusão do bloco em 30 de dezembro. O prédio vai abrigar salas de aula, laboratórios, biblioteca e auditório. As obras devem durar cerca de sete meses ao custo de R$ 7,6 milhões. A unidade também vai receber alunos de fonoaudiologia, novo curso que começa no segundo semestre de 2012.
Atrasos
A construção da unidade e do bloco de Ensino e Docência, que vai abrigar salas de professores, auditórios, laboratórios e secretarias de cursos, foi licitada no segundo semestre de 2008 e deveria ser concluída em julho de 2009. O primeiro prédio foi entregue, inacabado, em junho de 2011 e a construtora pediu mais dois meses para terminar o segundo.
No final de julho, a Novacap recomendou à Secretaria de Obras a rescisão do contrato, após a entrega ser adiada dez vezes. Depois de diversos atrasos e da pressão dos estudantes, que chegaram a ocupar a reitoria, a UnB assumiu a obra da Unidade de Ensino e Docência em 30 de novembro de 2011.
Protestos

Estudantes do campus de Ceilândia ocuparam durante 11 dias a reitoria da UnB, no campus Darcy Ribeiro, para protestar contra a demora nas obras. Um vídeo feito pela agência de comunicação da universidade mostra o momento em que os alunos subiram a rampa do prédio e chegaram a derrubar uma divisória da sala do reitor (veja ao lado).
Eles decidiram deixar o prédio depois de o Conselho Universitário optar por manter o 1º Vestibular de 2012 para o campus de Ceilândia. Durante a reunião, 38 conselheiros votaram a favor da realização das provas, contra 18 que queriam a suspensão. “Não foi satisfatório, mas nós vamos nos reunir para ver o que vamos fazer agora”, disse a estudante Amanda Costa.
Na época, José Geraldo de Sousa Júnior, que havia se declarado contrário à suspensão do vestibular, disse que o problema central da universidade não é o ingresso de novos estudantes. “O problema central não é entrar ou não entrar em vestibular, é encontrar condições adequadas para continuidade do curso.”
A manutenção do vestibular contrariou a proposta feita pelo conselho da Faculdade de Ceilândia. Estudantes e professores alegavam que o campus não tinha condições de receber mais alunos, pois as aulas aconteciam em local improvisado há três anos.
Estudantes da UnB ocupam gabinete do Reitor no campus de Ceilândia (Foto: Renato Araújo ABr)Estudantes da UnB de Ceilândia ocupam reitoria em protesto contra atrasos (Foto: Renato Araújo ABr)

Correio Web

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