Tribunal do Júri de Ceilândia julga acusado de assassinar homem em mercearia.

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O Tribunal do Júri de Ceilândia julga nesta quinta-feira, 5/9, a partir das 8h30, Jefferson Cruz de Souza, acusado de assassinar Allan Jones Santos Pires, em agosto de 2011, no interior do Sacolão, Mercearia e Açougue Rocha, na Ceilândia Norte. 

De acordo com a sentença de pronúncia, “Na data de 19.08.2011, por volta das 14h20, na QNM 21, conjunto H, Lote 03, interior do Sacolão, Mercearia e Açougue Rocha, Jefferson Cruz de Souza, acompanhado de dois adolescentes, com os quais agia em unidade de propósitos, com inequívoca vontade de matar e com plena consciência da ilicitude de sua conduta, com uma arma de fogo, efetuou disparos contra Allan Jones Santos Pires, alvejando-o e matando-o. A vítima encontrava-se no interior do estabelecimento comercial acompanhado de uma criança e quando avistou na via pública o denunciado e os adolescentes mandou que a criança corresse para os fundos. De imediato, o denunciado e os inimputáveis ingressaram no sacolão onde, após proferirem as frases: “Tú tá desacreditando, tá desacreditando”, o denunciado efetuou os disparos que atingiram e mataram a vítima”. 
Durante a fase de instrução processual, o juiz ouviu o depoimento de três testemunhas, entre elas, o dentista do réu, em cujo consultório ele afirmou estar no momento do crime. 
Um dos depoentes pediu para não ser identificado por medo de represália. Segundo ele, o crime estaria relacionado a acerto de conta por causa de briga em boca de fumo entre um primo da vítima e o denunciado. A outra testemunha, ao contrário, desmentiu o que havia relatado na fase policial e afirmou ter sido pressionada na delegacia a incriminar o réu. O dentista, por sua vez, atestou que Jefferson foi atendido em seu consultório por volta das 16h40, duas horas e vinte após o fato descrito na denúncia do MPDFT.   
Na fase de inquirição, um dos adolescentes acusados de participação no homicídio negou que Jefferson tivesse matado a vítima. O menor assumiu ter praticado o crime juntamente com seu cunhado, também adolescente. Jefferson negou a acusação e sustentou estar numa lan house quando soube do assassinato. Afirmou que na hora do homicídio estava se arrumando para ir ao dentista. 
Ao pronunciar o réu, o juiz esclareceu que caberá ao júri popular elucidar as dúvidas relativas à autoria do crime. Segundo o magistrado, “nesta fase processual não cabe desconsiderar de plano as declarações trazidas pela testemunha que não quis ser identificada. O quadro narrado por ela é o mesmo sustentado desde a fase inquisitorial, ao contrário da outra testemunha, que mudou totalmente sua versão, alegando pressão da polícia”. Ainda de acordo com o juiz, “sobressaem dos autos indícios suficientes necessários para a materialidade delitiva e indicativos de que o réu tenha sido o autor do assassinato”. 
Informou o TJDF

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