Trinta mil pessoas são esperadas na Parada do Orgulho Gay neste domingo.

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Do Correio Web.

Há uma semana, cerca de 10 mil homossexuais fizeram a marcha em Taguatinga, sem nenhum incidente (Zuleika de Souza/CB/D.A Press)

A 14ª Parada do Orgulho de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e
Transgêneros de Brasília, será realizda neste domingo, no Eixão Sul. A
exepectativa dos organizadores é de que 30 mil pessoas participem da
manifestação. Além da bandeira com as cores do arco-íris, fantasias
elaboradas e muita diversão, o evento promete dar o tom político a
discussões importantes como os direitos dos homessexuais e fim da
violência gratuita ocasionada pelo preconceito. Com o tema Reprovar a
Homofobia, Lição de Cidadania”, os cartazes e discursos dos
participantes devem ser voltados ao combate do bullying homofóbico. O
movimento chega às ruas com uma marca exclusiva, criada pelo cartunista
Laerte Coutinho.


Há uma semana, cerca de 10 mil homossexuais fizeram a marcha em Taguatinga, sem nenhum incidente


O
intuito é conscientizar a sociedade como um todo dos males que os
apelidos pejorativos e brincadeiras de mau gosto podem causar na
formação principalmente daqueles que estão em fase escolar . “Queremos
que as pessoas entendam que o bullying homofóbico é muito sério.

É
a doença do século, atrapalha o adolescente a assumir sua orientação
sexual. A discriminação tira esse jovem da escola ou pode levá-lo ao
suicídio, nos casos mias drásticos. A escola tem que ser um espaço de
alegria e convivência agradável e não de sofrimento”, disse Michel
Platini, um dos organizadores do evento.

Pela primeira vez na
história, depois da passeata,  as manifestações de apoio aos
homessexuais continuarão a ser realizadas na cidade. A Secretaria de
Cultura do DF investiu em eventos culturais dentro do recorte LGBT até
dezembro deste ano. Serão peças teatrais, exposição de fotos,
espetáculos de dança, seminários e outras atividades destinadas a esse
público.

“A parada terá uma cara mais cultural. Conseguimos
financiamento inédito do governo para espetáculos com atores
homossexuais e voltado para essa população. Queremos que Brasília se
torne o 2º maior polo do Brasil em turismo artístico e cultural LGBT”,
disse Platini.

A novidade no domingo serão as coreografias de
bailarinos nos cinco trios elétricos que vão animar a festa, que
começará às 14h, na altura da 112 Sul. A diversão vai continuar depois
da passeata no Glow Lounge, próximo ao Liberty Mall.

Na internet

O
tom mais político da 14ª Parada Gay de Brasília também é garantido por
grupos que se organizam pela internet. Integrantes da Cia.
Revolucionária Triângulo Rosa, grupo brasiliense que discute questões
LGBT nas redes sociais, se reunirão hoje, no Bar Balaio, na 202 Norte,
para confeccionar cartazes. O grupo tem cerca de 300 integrantes no
Facebook, além de Twitter, Orkut e um site. Eles querem mostrar que a
parada não pode ser apenas uma festa, mas um ambiente de sensibilização e
conscientização.

Criação

Na marca, o
cartunista Laerte Coutinho, 60 anos, uniu elementos escolares à imagem
de jovens e adultos no intuito de representar o tema da festa: o
bullying homofóbico. Desde 2009, Coutinho integra o clube dos
crossdressers, pessoas que gostam de vestir roupas ou adereços do sexo
oposto. Antes mesmo de aderir à prática, um de seus personagens, Hugo,
“se montou”, colocou batom e passou a usar roupas femininas.

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