Um deputado com coração de estudante.

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Outro representante da renovação da Câmara, professor Israel Batista quer trazer experiência e juventude.

UZANO ALMEIDA
[email protected] 
 Redação Jornal Coletivo.

Ocupando pela primeira vez a cadeira de distrital como titular, o professor Israel Batista (PDT) tem a experiência de um jovem que passou pela indiferença do sistema. Foi essa experiência que levou o jovem professor de Ciências Políticas a procurar essa ferramenta para servir à população.

Como entrou na política?

Foi por experiência própria. Eu morava na Samambaia e tinha que ir para a UnB e percebi que ela era muito elitizada. Eu fazia Ciências Políticas e o ônibus não passava lá dentro, a comida era muito cara, os professores pediam trabalhos digitados e naquela época o acesso aos computadores não era tão fácil quanto hoje, então comecei a atuar na política. Em 2005 o senador Cristovam Buarque (PDT) me convidou e me disse “que era hora de eu entrar para a política”.

Como foi o período na suplência?

Foi um período de ganhar experiência e de dedicação ao PDT. Eu sou muito ideológico. Sempre admirei o partido por sua história e pelos seus personagens, com ideais trabalhistas e políticos como Jango e Leonel Brizola. Nestes quatro anos fui assessor especial para a Juventude de Brasília e fui convidado para ser coordenador de pesquisas em Economia Solidária pelo ministro Carlos Lupi (Trabalho e Emprego). Foi nesse período que conheci todo o Brasil e vi os nós que o governo enfrenta para dar o primeiro emprego aos jovens. 

Qual o futuro da CLDF?

A Câmara precisa resgatar sua imagem. Sem o parlamento não há debate e ela se torna inútil. A [Lei da] Ficha Limpa ainda está incompleta. Se ela vale para as pessoas que querem ser candidatas e têm que apresentar uma série de documentos para isso, ela tem que valer também para os secretariados do Executivo, que são de livre indicação. 

Quais são suas propostas para os próximos quatro anos?

Tenho propostas para a juventude e de serviço público, como a atuação contra o crack, que tem tido uma enorme curva de crescimento. Eu fiquei emocionado, esses dias, ao ver uma propaganda de São Paulo que dizia “quem ama entrega para a adoção”, porque os pais usuários estão matando e jogando seus filhos no lixo. É preciso prevenção. Para recuperar um usuário do crack são necessários oito anos sem a droga. Outro ponto é o transporte para os estudantes. Graças a uma lei de autoria do senador Cristovam, todos os jovens têm garantida a vaga no Ensino Médio. O Estado garante a vaga, mas o estudante não tem como ir a escola, porque não tem transporte. 

Como professor, como o senhor vê a educação no DF?

Eu acredito que não é o aluno que é desinteressado, a escola que é desinteressante. O DF trata muito mal a educação. Ela deve ser padronizada, ter itens mínimos em cada escola. Ter um número X de títulos nas bibliotecas, computadores. Com a internet, o aluno com um clique conhece o mundo inteiro. O Brasil, não digo nem só Brasília, precisa de cérebros que pensem. Olha o pré-sal, falta mão-de-obra, porque não temos cursos que criem estes profissionais.


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