Usuária de drogas, moradora de rua vive há 7 anos dentro de boca de lobo em Ceilândia

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Usuária de drogas, uma moradora
de rua no Distrito Federal encontrou abrigo em um dos bueiros de Ceilândia
Norte. Conhecida como “Dona Goreti”, ela mora na boca de lobo há sete
anos. Segundo a própria moradora, ela trabalha pela vizinhança como lavadeira,
vigiando carros ou fazendo faxina.

O repórter da TV Globo Edson
Ferraz visitou o local e afirmou que é extremamente apertado e insalubre. “O
cheiro é terrível. Tem uma cama lá no fundo, um fogão.” Ela afirma que o sonho
é um condomínio para moradores de rua. “Queria um cantinho não só para mim,
para meus irmãos aqui da rua”, disse.
“Eu tenho sete filhos, seis
netos, mas não estão no meio da rua. Não estão jogados nem largados não.”
“Dona Goreti” afirma
que gostaria de parar com o vício. “Todos nós queremos, né? O crack está
tirando meu tempo e minha saúde”, disse.

Moradores incomodados

Nas proximidades, uma
mini-cracolândia em crescimento incomoda a vizinhança. Segundo o líder
comunitário Edson Batista são diversas calçadas e bueiros sem tampa ocupados por
usuários de drogas.

“Os bueiros na maioria estão
sem tampa, é um risco muito grande para nossa comunidade. Tem muiros usuários
de drogas na verdade, tem bueiros e eles moram dentro deles”, afirma. A
comunidade espera uma solução do governo. “Sinalizar, colocar policiamento e
tampa nos bueiros”, disse Edson Batista.



Segundo a gerente do Centro
Especializado em Atendimento à População em Situação de Rua (Centro Pop) da
Secretaria de Direitos Humanos, Thaís Bento, a pasta possui um serviço de
abordagem social.

“São feitas abordagens em todo
o DF, para que essas pessoas acessem vagas de acolhimento, políticas de saúde e
educação”, afirmou. Ainda segundo Thaís, a secretaria não realiza a retirada
compulsória. “O usuário tem que aceitar, ter interesse nas ofertas de serviço.
Não fazemos a retirada forçada dessas pessoas da rua”, declara.

Segundo o repórter Edson
Ferraz, uma pequena vila está se formando próximo à linha do metrô. “São
barracas totalmente improvisadas com pedaços de madeira, lona. É uma situação
bem precária”, afirmou.

*Por G1 DF

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