Vacinação antirrábica na área urbana do DF começa esta semana

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[Agência Brasília] Depois do recorde de vacinação antirrábica alcançado nas zonas rurais do
Distrito Federal em agosto desse ano, com mais de 32 mil animais vacinados, a
Secretaria de Saúde do DF está com tudo preparado para a área urbana. Serão
duas etapas, nos dias 10 e 17 de setembro, com a meta de aplicar 240 mil doses
de vacina contra a raiva, em cães e gatos a partir de 3 meses. As vacinas serão
disponibilizadas em mais de 1.640 postos, das 9 às 17 horas, com a mobilização
de 2.500 pessoas, entre profissionais de saúde e militares.
“Podem
ser vacinados cães e gatos mesmo que estejam prenhes ou amamentando. Os animais
devem ser levados por pessoas adultas, sempre conduzidos na guia, com
focinheira no caso dos mais agressivos, ou em caixa de transporte
apropriada”, orienta Laurício Monteiro da Cruz, médico veterinário da
Vigilância Ambiental em Saúde, que conclama a população “a continuar
comparecendo aos postos e manter a raiva longe do DF”, que teve os últimos
casos registrados em cães e gatos nos anos 2000 e 2001, respectivamente.
No
dia 10 a vacinação acontecerá na Asa Norte, Asa Sul, Candangolândia, Cruzeiro,
Jardim Botânico, Itapoã, Lago Norte, Lago Sul, Núcleo Bandeirante, Paranoá,
Park Way, Planaltina, São Sebastião, Sobradinho I e II, Sudoeste, Varjão, Águas
Claras, Vicente Pires e área urbana da Fercal. No dia 17 será a vez de
Ceilândia, Brazlândia, Gama, Recanto das Emas, Riacho Fundo I e II, Samambaia,
Santa Maria, Taguatinga, Estrutural, Guará I e II.
Na
vacinação antirrábica de 2016 a SES/DF está promovendo uma grande mobilização
e, para a realização das duas etapas da área urbana, buscou parcerias com a
Secretaria de Agricultura do DF, as Forças Armadas, Universidade de Brasília
(Unb), faculdades de medicina veterinária, como Uniceub, Faciplac, Icesp, Upis
e Unidesc, que apoiaram com a cessão de profissionais do setor. Os postos fixos
de vacinação estarão localizados em centros de saúde, núcleos de inspeção
sanitária, escolas, comércios, postos policiais e outros estabelecimentos.
DOENÇA – A raiva pode ser transmitida
para o homem pela introdução do vírus presente na saliva e secreções do animal
infectado, principalmente por meio de mordida. A doença tem 100% de letalidade.
“Existem apenas seis casos de cura da raiva no mundo”, frisou
Laurício Monteiro.
Os
cães, gatos e os mamíferos silvestres, como morcegos e raposas, são
considerados os animais de alto risco para transmissão do vírus da raiva
humana.
ESTATÍSTICA – Estima-se que, anualmente, a
rede pública de saúde do DF atenda 15 mil vítimas de agressão de animais
domésticos, como cães e gatos. A orientação do veterinário da Vigilância
Ambiental, Laurício Medeiros, é que a pessoa mordida lave imediatamente o
ferimento com água e sabão em barra, procure o centro de saúde mais próximo e
comunique ao Disque Saúde (160).
No
caso do animal com suspeita de raiva ou infectado, ele deverá ficar em
observação por dez dias, em local seguro, recebendo água e comida normalmente.
Durante este período, verificar se apresenta algum sinal suspeito de raiva.

Em
seres humanos, o tempo entre a infecção e o aparecimento da doença varia entre
7 e 10 dias. Entre os sintomas, estão convulsão, febre baixa, perda de função
muscular, excitabilidade, agitação e ansiedade.

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