Vigilante em defesa de Cristovam.

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TJDF torna senador Cristovam Buarque um ‘ficha suja’.
Pedetista vai recorrer da decisão
 

Cristovam Buarque (PDT-DF) ganhou o apoio do deputado distrital Chico
Vigilante (PT) na última sexta (16). O petista critica a condenação do
senador pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) e organiza
almoço para reunir amigos e prestar solidariedade ao antigo amigo.
Cristovam se diz triste, mas confiante de que pode reverter a decisão na
Justiça.


Vigilante divulgou  nota enaltecendo o colega  e repudiando a decisão
do TJDF.  Os dois políticos se conhecem desde a época em que Buarque era
reitor da Universidade de Brasília e Vigilante presidente da Central
Única dos Trabalhadores no DF. “Sei da sua dedicação, o carinho e o zelo
que sempre teve com a coisa pública. Por isso, manifesto o meu repúdio à
atitude do TJDFao condenar um dos maiores defensores da ética e da
moral por improbidade administrativa”, diz a nota.

O distrital planeja um almoço para receber os apoiadores do senador,
que acontecerá na quarta-feira (21).  Segundo Vigilante, “O professor
Cristovam sempre foi um homem honrado” e sua “condenação é injusta”.

GDF – As relações entre Cristovam e o GDF estão estremecidas desde que o
senador retirou o seu apoio a Agnelo Queiroz. Uma fonte informou que a
decisão de Vigilante não tem a intenção de acalmar os ânimos e tentar
convencer Buarque de rever sua decisão.

“Eles [o distrital e o senador] possuem a mesma ideologia, apesar de
não serem mais do mesmo partido”. A fonte disse ainda que Vigilante está
“carregando o governo nas costas”.

Condenação


Buarque e seu ex-secretário de Comunicação Social, Moacyr de Oliveira,
foram condenados pelo TJDFT por improbidade administrativa. A denúncia,
feita pelo Ministério Público do DF (MPDFT) se refere à produção, em
1995, de material publicitário. Segundo o MP, foram confeccionados
CD-ROMs orçados em R$ 146 mil, com fins eleitoreiros.

O senador nega que tenha usado dinheiro público para promoção pessoal.
“Naquela época (1995), não existia a reeleição, que é de 1997.” De
acordo com o senador, sua postura nunca foi de se autopromover. “Eu fui
talvez o único governador do DF que proibiu a própria foto nas
repartições públicas”, afirma. Buarque diz que sempre foi um homem
discreto.

Quanto às acusações de que é alvo, o senador declara que jamais fez
qualquer mau uso do dinheiro do contribuinte. “Nunca houve desvio ou
apropriação de recurso público de minha parte. Ou superfaturamento de
qualquer coisa”, afirma. Ele crê que houve um mal-entendido, “no máximo,
um equívoco”. E afirma que não está conseguindo explicar à Justiça o
que houve, mas vai recorrer da decisão. “A multa aplicada será algo na
casa de três milhões de reais, muito maior que o meu patrimônio. Eu não
tenho dinheiro para isto”, desabafa.

O ex-governador recebeu a notícia do almoço do deputado Chico Vigilante
com satisfação e agradeceu a “generosidade eterna” do parlamentar.
Buarque, no entanto, não confirmou presença no evento.
Jornal Alô.

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