Violência nas escolas é tema de audiência pública

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Violência nas escolas é tema de audiência pública

Antônio Amâncio: solução é abrir escola para a comunidade (Foto: Rinaldo Morelli/CLDF)

Especialistas, professores e estudantes debateram na manhã desta quarta-feira (18) o combate à violência e a promoção da cultura da paz nas escolas. Promovida por iniciativa da deputada Rejane Pitanga (PT), a audiência pública aconteceu no auditório da Câmara Legislativa.
“A escola não é uma ilha, a violência presente em toda a sociedade alcança o ambiente escolar”, disse Pitanga ao lembrar do massacre em uma escola de Realengo, no Rio de Janeiro, em abril passado. Ela chamou o fato de “tragédia anunciada” e defendeu ser preciso ação de toda a sociedade para evitar acontecimentos do tipo.
Mesmo defendendo a análise integral de casos como o de Realengo, o consultor educacional Ricardo Chagas atrela de forma especial a violência à questão do entretenimento. Segundo ele, pesquisas apontam que crianças e adolescentes passam de 8h a 10h por dia na frente do computador, da televisão ou do rádio.
Jogos, filmes e desenhos animados violentos, sem qualquer mediação ou reflexão, podem ter relação direta com o aumento da violência. “O mau caráter é muitas vezes apresentado como herói”, analisa o consultor educacional. Chagas sugere que cada vez mais os jovens se espelham nesses exemplos, havendo uma inversão de valores.
O secretário de Finanças da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Antônio de Lisboa Amâncio, concorda com a análise de Chagas e ainda acrescenta ao debate a questão da espetacularização da violência pelos meios de comunicação, “para vender mais”. Para ele, a avaliação do aumento da violência nas escolas passa pela análise da incidência na sociedade como um todo.
O bullying e o tráfico de drogas foram destacados durante a audiência pública. “São problemas que afetam as escolas particulares também, mas que costumam ser escondidos pelos proprietários dos estabelecimentos”, alertou o presidente do Sindicato dos Professores em Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrito Federal (Sinproep), Rodrigo de Paula.
Busca de soluções – O consultor educacional Ricardo Chagas aposta no protagonismo juvenil para construir a chamada cultura da paz. “Nada melhor que o jovem discutir uma solução para o próprio jovem”, defende.
Uma maior integração da comunidade com a escola foi outra alternativa apresentada. “Não é trancando as escolas que vamos resolver a situação, é preciso abri-las para a comunidade, para as pessoas começarem a tomar posse do espaço”, argumenta Amâncio. O representante da CNTE sugere, ainda, a implantação de projetos de esporte solidário, para oferecer à população opções de lazer.
Na mesma linha, Rodrigo de Paula (Sinproep), defende a abertura dos espaços de esporte das escolas particulares para a comunidade: “Seria uma contrapartida social”.
Segundo a deputada Rejane Pitanga, é preciso ensinar o benefício da tolerância. A petista é autora do projeto de lei que cria o Programa de Promoção da Cultura da Paz nas Unidades do Sistema Público de Ensino do Distrito Federal. O PL está na Comissão de Direitos Humanos da Casa e tem como relator o deputado Chico Vigilante (PT).

Denise Caputo – Coordenadoria de Comunicação Social 
http://www.cl.df.gov.br/

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