Vírus da corrupção invade DF (e ameaça melar jogo político)

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Foto: Arquivo Notibras

Existe um vírus que está corroendo a democracia brasileira e pode levar o País ao estágio de paciente terminal. Nesses dias que antecedem o começo do período eleitoral, parece que as chagas ficam mais evidentes. No Distrito Federal temos notícias estarrecedoras de escaras profundas que comem a carne do Estado e deixam o cheiro da podridão.
Escuta-se falar dos sintomas da corrupção nos dias que antecederam o prazo para filiações partidárias. Em tempos em que as campanhas eleitorais começam mais cedo do que deveriam, a troca de partido é o primeiro indicativo da sujeira que vai ferir de morte a democracia e o processo eleitoral.
Ouve-se de tudo. Para chegar ao poder ou manter-se nele, os figurões políticos – dizem os corredores dos poder – fazem de tudo. As histórias que passam no boca a boca dão conta desde compra de partidos e acordos inconfessáveis até a supostas “ajudas de custo” a candidatos de baixo a médio potencial eleitoral. Claro, bem fazeres pagos, dizem essas vozes, com dinheiro público.
Alguns veículos marrons de divulgação de fatos nem sempre confiáveis, fazem sua parte nesse processo de putrefação das instituições e da credibilidade política. São eles que reverberam e criam condições favoráveis que serão o subsídio para justificar licitações ou contratos de emergência nada ortodoxos. Papel para o qual, diz a literatura policial, recebem notas de cinquenta reais, marrons quanto o jornalismo praticado.
Um dos sintomas mais visíveis do vírus da corrupção é a mudança nas cores políticas. Parece que todas se misturam e criam uma paleta de tons difusos que denota que as ideologias já morreram e que a democracia está sem medicamento possível. Nos dias próximos as eleições, a matiz ideologicamente dominante é a cor do dólar que, dizem as tais vozes de corredores, são fartamente distribuídas.
Aqui do meu lado, me mantenho no papel de observador e de fiscalizador do poder. Quero, de verdade, uma cidade verdadeiramente democrática e republicana. Brasília tem de servir de exemplo para o resto do País e, na lógica contrária, ser vetor de uma cura endêmica do Brasil que, um dia, será um País sem pobreza, um País sem corrupção.
Por Robério Negreiros
* Robério Negreiros é deputado distrital e Vice-Líder do PMDB

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