Wigberto Tartuce, vulgo “Vigão” na comitiva de Agnelo Queiroz.

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Wigberto Tartuce, o Vigão, almoçou hoje no “GDF junto de você” em Sobradinho II  na companhia de Agnelo Queiroz e seu staff, a Justiça Federal penhorou 99% das ações da Rádio Atividade FM, que estão em nome do ex-deputado distrital e ex-deputado federal. A decisão atendeu a um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU), que ganhou uma liminar na 19ª Vara Federal do Distrito Federal. A intenção é que a parte do empresário na emissora seja vendida e usada para ressarcir R$ 113.974,68 aos cofres públicos.





O ex-parlamentar foi condenado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) por desviar recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), quando era secretário de Trabalho do DF, no governo de Joaquim Roriz, em 1999 e 2000. Como ele não pagou a dívida, a AGU entrou com a ação de execução.






A decisão de pedir a penhora dos bens jurídicos de Vigão foi tomada após constatar que os seis carros em nome dele estavam com restrições judiciais e as contas pessoais, sem dinheiro. O ex-deputado deve à União mais de R$ 25 milhões referente a 15 ações de execução, em sua maioria referentes a desvios de recursos do FAT.


Em um ano de gestão, Tartuce colocou a Secretaria de Trabalho, Emprego e Renda na lista dos inadimplentes com a União. Uma sindicância do Ministério do Trabalho acusou o desvio de R$ 11,6 milhões destinados à qualificação de trabalhadores, repassados pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) em 1999. Se for condenado, terá de devolver o dinheiro. O governo de Brasília já foi punido. A secretaria foi proibida de receber recursos federais, solicitar empréstimos a bancos públicos e firmar novos convênios com a União.

Tartuce teve uma infância pobre em Rio Verde, no interior de Goiás. Na adolescência, foi contínuo de banco. Logo arranjou emprego na construtora Encol. Em 1988, antes da falência da empresa, que deixou mais de 40 mil famílias sem apartamento, montou sua própria construtora. Especializou-se na edificação de imóveis de luxo. Um de seus prédios divide-se em apartamentos de três e quatro andares. Acumulou patrimônio invejável. A declaração de bens entregue à Justiça Eleitoral em 1998 relaciona 22 imóveis espalhados por Brasília, Minas Gerais e Espírito Santo. Transformou-se em modelo de novo-rico no Planalto. Construiu uma das maiores casas da cidade, colecionava carros importados e patrocinava shows de artistas sertanejos em suas festas particulares.

Nos últimos quatro anos, o deputado teve muitos problemas. Fechou parte de suas empresas, como a distribuidora de bebidas Cartola, inativa desde 1997. Enfrenta boatos constantes de que sua construtora estaria ameaçada de falência, seguindo o mesmo caminho da Encol.

Dono de duas emissoras de rádio FM em Brasília, Tartuce angariou popularidade ao assumir o microfone de um programa sertanejo. Com o apelido de Wigão, transformou-se em personagem de Brasília. Fez da amizade com as duplas sertanejas promovidas na rádio um passaporte para aproximar-se de poderosos. Durante o processo de impeachment do presidente Fernando Collor, levou uma caravana de artistas para cantar na Casa da Dinda. Garantiu a vaga na Câmara dos Deputados em 1994 e 1998 graças à promoção de shows de pagode e sertanejos durante as campanhas. Na última eleição, teve o voto de quase 10% dos eleitores do Distrito Federal. Apesar do estilo folclórico, ganhou espaço político no Congresso. Foi presidente da Comissão de Trabalho da Câmara, pela qual passam as discussões do salário mínimo. Aproximou-se do principal dirigente do PPB, Paulo Maluf, a quem transportava em sua Mercedes quando estava em Brasília. Obteve em troca a vice-liderança do partido na Câmara dos Deputados.

Eleito, colecionou escândalos. Usou cargos do gabinete no Congresso para contratar jardineiros, cozinheiros e outros empregados de sua mansão. A Câmara considerou regular a atitude do parlamentar. Em 1995, a cantora Gilmara Duarte, então com 18 anos, acusou o deputado de tê-la engravidado. O filho de Tartuce, Wigberto Júnior, assumiu a defesa do pai e declarou ter tido um caso com Gilmara. A família não fala no assunto.

A investigação do FAT esteve sob a responsabilidade do Ministério Público, do TCU e da Polícia Federal. “Não houve comprovação de que vários cursos foram realizados”, disse o procurador Guilherme Schelb, um dos responsáveis pela apuração do caso. “Além disso, documentos comprovam que muitos trabalhadores estavam inscritos em cursos diferentes, ministrados no mesmo horário.” De acordo com o relatório do ministério, pelo menos 13 instituições contratadas para o treinamento não têm funcionários capacitados nem salas de aula. Há indícios de que algumas prestadoras de serviço receberam dinheiro antes da conclusão dos cursos, contrariando dispositivos do contrato. Outras não apresentaram comprovação de recolhimento do INSS. “A responsabilidade do desvio não foi apurada”, argumenta o advogado de Tartuce, Flávio Rodovalho.

Devido à suspeita de fraude, o governo do DF deixou de receber R$ 24,5 milhões do FAT para o treinamento de 152 trabalhadores até o fim 2010. 


O Governador Agnelo anda bem acompanhado.


Seguuuuuuuuura Vigão!




Douglas Protázio, com informações do Correio Web e da revista época / Imagem reprodução web

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